Famílias que precisam reconhecer e liberar corpos de parentes mortos têm enfrentado longas esperas no Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu, que atualmente concentra a realização de exames cadavéricos para diferentes municípios da Baixada Fluminense. A situação ocorre após a suspensão das necropsias no IML de Duque de Caxias, que passa por obras.
Localizado na Rua Paranaguá, 231, na região da Posse, em Nova Iguaçu, o instituto é atualmente a única unidade da Baixada Fluminense responsável pela realização de necropsias. Com a interrupção desse serviço em Duque de Caxias, corpos que antes seriam examinados naquela unidade passaram a ser encaminhados para Nova Iguaçu.
Na prática, a mudança ampliou a demanda sobre o IML de Nova Iguaçu e pode resultar em períodos maiores de espera para familiares que aguardam a conclusão dos procedimentos necessários para a liberação dos corpos.
A Polícia Civil confirmou que a unidade de Nova Iguaçu atende tanto às ocorrências do próprio município quanto aos corpos encaminhados de Duque de Caxias em razão das obras realizadas no instituto daquela cidade. Segundo a corporação, o IML de Nova Iguaçu dispõe de equipe completa de médicos-legistas e profissionais capacitados para realizar os atendimentos.
A instituição também informou que o tempo necessário para a liberação de um corpo não é fixo e depende das características de cada ocorrência. A complexidade do caso e a necessidade de realização de exames periciais podem influenciar diretamente no prazo dos procedimentos.
De acordo com o IML, a demora registrada em determinados atendimentos não representa, necessariamente, falta de estrutura ou de profissionais. Cada corpo precisa passar pelos procedimentos técnicos previstos antes de ser liberado aos familiares.
Em Duque de Caxias, a paralisação provocada pelas obras é específica para as necropsias. Os demais serviços médico-legais continuam sendo realizados normalmente na unidade.
A concentração temporária dos exames em Nova Iguaçu, porém, aumenta a responsabilidade sobre uma única unidade e afeta diretamente famílias que precisam lidar com os procedimentos burocráticos e periciais em um momento de perda. A retomada das necropsias em Duque de Caxias deverá reduzir a demanda atualmente direcionada para Nova Iguaçu.





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