O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que acompanha, desde o dia 30 de junho, a emergência ambiental provocada pelo vazamento de chorume em um Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) localizado em Seropédica. Segundo o órgão, o efluente extravasou da área operacional do empreendimento e atingiu o solo, córregos e áreas de preservação permanente, mobilizando equipes técnicas para monitorar os impactos ambientais e sociais na região.
Desde o início da ocorrência, técnicos do instituto realizam vistorias frequentes tanto nas instalações da empresa quanto nas áreas afetadas, incluindo cursos d’água e comunidades do entorno. O objetivo é acompanhar a evolução do caso, avaliar os danos causados e fiscalizar o cumprimento das determinações ambientais impostas ao empreendimento.
Após a identificação do vazamento, o Inea notificou a empresa responsável pelo Centro de Tratamento de Resíduos para que apresentasse esclarecimentos sobre o incidente, informasse a população atingida e adotasse medidas de assistência aos moradores da região. Durante as inspeções, o órgão confirmou que o chorume teve origem dentro do empreendimento antes de alcançar áreas externas.
Como resposta imediata, foram determinadas ações para conter a contaminação e reduzir os impactos ambientais. Entre as medidas adotadas estão a abertura de uma cava para drenagem do chorume, a retirada do líquido por meio de caminhões a vácuo, a remoção da camada superficial de solo contaminado para destinação adequada no próprio aterro e o esvaziamento da lagoa de chorume apontada como origem do extravasamento.
No decorrer da fiscalização, o Inea verificou que parte das exigências estabelecidas na notificação ambiental não foi cumprida pela empresa. Além disso, os técnicos constataram o descumprimento de uma condicionante prevista na licença ambiental em vigor. Diante das irregularidades, foi lavrado um Auto de Constatação contra a empresa Regenera Rio S.A..
De acordo com o instituto, a empresa deverá adotar imediatamente medidas de monitoramento e controle ambiental, além de executar ações voltadas à mitigação dos impactos causados pelo vazamento. O empreendimento também será autuado com base na Lei Estadual nº 3.467/2000, que estabelece sanções administrativas para infrações ambientais no Estado do Rio de Janeiro.
O Inea informou que continuará acompanhando o caso por meio de novas vistorias e monitoramento das áreas atingidas, fiscalizando o cumprimento das determinações impostas e a recuperação ambiental da região. A matéria pode ser atualizada conforme novas informações forem divulgadas pelas autoridades competentes.





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