Japeri lidera ranking da Atenção Primária à Saúde na Região Metropolitana do Rio

Município alcança o primeiro lugar regional na avaliação do primeiro quadrimestre de 2026 e figura entre os 25 melhores do estado


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Japeri conquistou o primeiro lugar entre os municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro no ranking da Atenção Primária à Saúde (APS), referente ao ciclo 2026Q1, que avalia o desempenho das redes municipais durante o primeiro quadrimestre do ano. No cenário estadual, o município aparece na 23ª colocação entre as 92 cidades fluminenses e ocupa a 3.393ª posição no ranking nacional, elaborado a partir de dados oficiais do Ministério da Saúde.

O resultado reflete o desempenho das equipes da Estratégia Saúde da Família e os investimentos realizados pela administração municipal para ampliar o acesso e qualificar os serviços oferecidos à população. A avaliação considera indicadores relacionados à qualidade da assistência, acompanhamento dos usuários e desempenho das equipes de Atenção Primária.

A prefeita Fernanda Ontiveros atribuiu o reconhecimento aos investimentos realizados nos últimos anos em infraestrutura e na ampliação das equipes de saúde. Segundo ela, a melhoria dos indicadores demonstra que os recursos aplicados estão contribuindo para elevar a qualidade do atendimento prestado aos moradores.

De acordo com a subsecretária de Atenção Básica, Helen Santos, das 18 equipes de Saúde da Família em atividade no município, 14 receberam a classificação “Ótima”, o equivalente a cerca de 78% do total. As demais foram avaliadas entre as categorias Bom, Suficiente e Regular. A meta da Secretaria Municipal de Saúde é alcançar a classificação máxima em todas as equipes.

Além de refletir na qualidade dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o desempenho também pode ampliar os recursos destinados ao município. Atualmente, Japeri recebe aproximadamente R$ 498,5 mil mensais por meio dos componentes de Equidade, Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT) e Qualidade da Atenção Primária. Caso todas as equipes atinjam a classificação máxima, o valor poderá chegar a cerca de R$ 553 mil por mês, representando um incremento de aproximadamente R$ 54,5 mil mensais, ou cerca de R$ 654 mil ao ano.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Dr. Roberto Pontes, a melhoria contínua dos indicadores depende da qualificação permanente das equipes, do aperfeiçoamento dos registros no prontuário eletrônico e do acompanhamento constante dos resultados obtidos pela rede.

Nos últimos anos, a Prefeitura também ampliou a estrutura da Atenção Primária com a inauguração das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Vila Central, Marabá e São Jorge. Outras cinco unidades estão em construção nos bairros Beira Rio, Vila Laranjal, Guandu, Mucajá e Nova Belém, com o objetivo de ampliar a cobertura assistencial e aproximar os serviços de saúde da população.

O fortalecimento da rede inclui ainda a ampliação das equipes da Estratégia Saúde da Família, campanhas de vacinação, ações do Programa Saúde na Escola, atendimentos odontológicos, programas de prevenção e iniciativas itinerantes que levam consultas, exames, imunização e orientações diretamente às comunidades.

O levantamento foi elaborado pela plataforma Saúde Brasil 360, da UniverSaúde, com base em dados oficiais do Ministério da Saúde. A análise contemplou os 5.565 municípios brasileiros que possuíam equipes ativas de Atenção Primária durante o primeiro quadrimestre de 2026.

Notícia Minuto a Minuto - Encontro "Desperta, Mulher!" reunirá atividades de acolhimento, massagens, orientações de saúde e momentos de integração no dia 27 de setembro.
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