Um motorista foi preso na quarta-feira (14), suspeito de atropelar e matar o entregador Vinicius de Souza Moço, de 22 anos, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, o condutor não tinha habilitação e havia ingerido bebida alcoólica horas antes do acidente, ocorrido em junho deste ano.
A prisão foi realizada na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro, por agentes da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, que cumpriram um mandado de prisão temporária. O nome do suspeito não foi divulgado.
Vinicius trabalhava com entregas de moto quando foi atingido de frente por um carro na Avenida Baronesa de Mesquita. Após o atropelamento, ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), mas não resistiu aos ferimentos.
Imagens de câmeras de segurança registraram o acidente. Nas gravações, o motorista aparece tentando entrar em uma rua transversal quando atinge a motocicleta conduzida pelo jovem.
Investigação apura circunstâncias do acidente
De acordo com as investigações, o motorista havia consumido bebida alcoólica em um evento algumas horas antes da colisão. Os policiais também constataram que ele dirigia sem habilitação.
Além de investigar as circunstâncias do atropelamento, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil apura possíveis irregularidades nos procedimentos adotados após o acidente, incluindo a verificação do consumo de álcool pelo condutor.
A prisão temporária foi determinada no curso das investigações, que buscam esclarecer as circunstâncias da morte do entregador e a condução dos procedimentos policiais após a ocorrência.
Mãe de Vinicius pede justiça
Após a prisão, Vanessa Souza, mãe do jovem, falou sobre a perda do filho e cobrou responsabilização pelo ocorrido. Segundo ela, a busca por justiça tornou o período ainda mais doloroso para a família.
“Não é fácil, só quem já passou sabe. Você perder seu bem maior da maneira que foi tirado, assim, a sangue frio e, depois de tudo isso, ainda ter que correr atrás de justiça. Sexta-feira é aniversário do meu filho e ele não vai estar mais aqui”, declarou.
Vanessa também criticou a combinação de bebida alcoólica e direção e pediu que o caso não fique impune.
“Não pode passar batido, não. A pessoa não pode encher a cara por aí e sair matando, tirando vidas de pessoas inocentes, que não têm nada a ver com as escolhas deles, colocando as vidas das pessoas em risco. Isso é crime, tem que pagar, o meu filho morreu”, afirmou.
A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura tanto as circunstâncias do acidente quanto possíveis falhas nos procedimentos realizados após a morte de Vinicius.





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