Uma mulher identificada como Stephanie Ferreira Mathias foi presa em flagrante na quarta-feira (28) suspeita de realizar procedimentos odontológicos sem formação profissional em uma clínica de Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense. A ação foi conduzida por agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro após uma denúncia sobre o funcionamento do estabelecimento.
A fiscalização contou com equipes da 66ª DP (Piabetá) e da 60ª DP (Campos Elíseos), com apoio do Conselho Regional de Odontologia (CRO). De acordo com a polícia, quando os agentes chegaram ao local, Stephanie estava prestes a iniciar um procedimento em um paciente.
Durante a abordagem, a mulher declarou que não possuía formação superior em Odontologia e que nunca havia iniciado um curso universitário na área. Segundo a investigação, ela afirmou ter participado de uma palestra relacionada a procedimentos odontológicos e realizado um curso on-line de facetas.
No estabelecimento, os agentes apreenderam diversos materiais e equipamentos utilizados em procedimentos dentários. Entre os itens recolhidos estavam resina, ácido, selantes, instrumentais clínicos, brocas de polimento, micromotor e aparelho fotopolimerizador.
Os materiais serão importantes para a apuração das atividades realizadas na clínica e das circunstâncias em que os procedimentos eram oferecidos.
Investigação apura outros casos
Segundo a Polícia Civil, Stephanie foi presa sob suspeita de exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica, estelionato e falsa identidade.
A delegada Débora Rodrigues afirmou que a investigada responde a outros quatro casos de estelionato. A informação foi mencionada pela autoridade ao fazer um alerta à população sobre a importância de denunciar possíveis irregularidades.
“A gente pede que as pessoas denunciem qualquer irregularidade que encontrarem. Ela já responde a 4 outros estelionatos. Então, não se iluda com a beleza do local e denunciem”, declarou a delegada.
A ação reforça a importância da fiscalização de estabelecimentos que oferecem serviços odontológicos, especialmente para verificar a habilitação dos profissionais e as condições em que os procedimentos são realizados.
A Polícia Civil orienta que eventuais irregularidades sejam comunicadas às autoridades competentes para que possam ser investigadas.





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