Nenhum dos 13 municípios da Baixada Fluminense alcançou, em 2025, a faixa considerada excelente na avaliação do IDEB apresentada neste levantamento. Os melhores resultados aparecem nos anos iniciais do ensino fundamental, enquanto os anos finais e, principalmente, o ensino médio concentram índices classificados como críticos ou de alerta.
Os dados utilizados na análise têm como fonte o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela divulgação dos resultados do IDEB (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica). Para interpretar os números, foi aplicada a régua de avaliação apresentada neste levantamento: desempenho acima de 6,0 é considerado excelente nos anos iniciais e acima de 5,5 nos anos finais e no ensino médio. Resultados próximos às médias nacionais — 6,3 nos anos iniciais, 5,3 nos anos finais e 4,5 no ensino médio — são classificados como regulares. Índices abaixo de 4,9 entram na faixa crítica ou de alerta.
Nos anos iniciais, Nilópolis e Paracambi tiveram os melhores resultados, ambos com 5,9, seguidos por Guapimirim, com 5,7, e Mesquita, com 5,5. Nenhum município chegou, portanto, ao nível excelente estabelecido para essa etapa.
São João de Meriti marcou 5,3, Seropédica 5,2, enquanto Itaguaí e Queimados registraram 5,1. Magé e Nova Iguaçu tiveram 5,0. Duque de Caxias ficou com 4,9, exatamente no limite da faixa crítica estabelecida na avaliação.
Belford Roxo alcançou 4,8 e Japeri 4,7, entrando na classificação crítica ou de alerta. Mesmo os municípios com resultados mais altos permaneceram abaixo da média nacional de 6,3 utilizada como referência para os anos iniciais.
Situação piora nos anos finais
Nos anos finais do ensino fundamental, o cenário se torna mais preocupante. Guapimirim e Paracambi apresentaram os melhores índices, com 5,0, ainda abaixo da média nacional de 5,3 e também abaixo do patamar considerado excelente, superior a 5,5.
Seropédica registrou 4,4, enquanto Duque de Caxias, Magé e Nilópolis ficaram com 4,2. Mesquita, Nova Iguaçu e São João de Meriti marcaram 4,0.
Belford Roxo, Itaguaí e Queimados tiveram 3,9, enquanto Japeri apresentou o menor resultado da etapa, com 3,6.
Pela régua utilizada nesta análise, os municípios com índices inferiores a 4,9 entram na faixa crítica ou de alerta. Assim, apenas Guapimirim e Paracambi ficam fora dessa classificação nos anos finais.
Ensino médio concentra os menores índices
O ensino médio apresenta o quadro mais delicado entre as três etapas analisadas. Nenhum dos municípios alcançou a média nacional de 4,5 utilizada como referência e todos ficaram abaixo do limite de 4,9 estabelecido para a faixa crítica.
Seropédica obteve o melhor resultado regional, com 4,3, seguido por Itaguaí e Paracambi, ambos com 4,0. Guapimirim registrou 3,9, enquanto Duque de Caxias chegou a 3,8.
Magé, Nilópolis e Nova Iguaçu tiveram 3,7. Mesquita e Queimados ficaram com 3,6, enquanto Belford Roxo e São João de Meriti registraram 3,5.
Japeri apresentou o menor IDEB da região no ensino médio, com 3,3.
Os resultados divulgados pelo Inep mostram uma diferença importante entre as etapas de ensino. Embora alguns municípios apresentem desempenho relativamente melhor nos anos iniciais, os índices diminuem à medida que os estudantes avançam para os anos finais e para o ensino médio.
O cenário também evidencia que a educação da Baixada Fluminense enfrenta desafios distintos entre os municípios e etapas. Pela classificação adotada neste levantamento, a prioridade de atenção está concentrada principalmente nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, onde os resultados permanecem majoritariamente abaixo dos parâmetros de referência.





Comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo.
Seja o primeiro a comentar!