A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) deu início à construção da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio D’Ouro, em Nova Iguaçu. O empreendimento integra o plano de modernização do sistema de abastecimento da Baixada Fluminense e deverá beneficiar aproximadamente 450 mil moradores dos municípios de Nova Iguaçu, Japeri, Queimados e Belford Roxo.
Quando entrar em operação, a unidade terá capacidade para produzir 1.400 litros de água por segundo, podendo alcançar 1.600 litros por segundo em períodos de maior consumo. O projeto foi desenvolvido para ampliar a oferta de água tratada e fortalecer a segurança no abastecimento de uma das regiões mais populosas do estado.
A nova estrutura contará com uma série de equipamentos e instalações voltados ao tratamento e à distribuição de água. Entre eles estão reservatórios, estações elevatórias, sistemas de pré-filtração, unidades de tratamento químico, laboratório de análises, subestação elétrica e áreas administrativas. O empreendimento também prevê a implantação de mais de 15 quilômetros de adutoras responsáveis pelo transporte da água bruta e da água já tratada.
Um dos diferenciais da ETA Rio D’Ouro será a adoção da tecnologia de ultrafiltração, considerada uma das mais modernas do setor. O método utiliza membranas com poros microscópicos capazes de remover partículas em suspensão, bactérias e outros micro-organismos, aumentando a eficiência do processo de tratamento e contribuindo para a qualidade da água distribuída à população.
Além de elevar os padrões de segurança, o sistema oferece maior estabilidade operacional, principalmente durante períodos de chuva intensa. Nessas condições, os mananciais costumam registrar aumento da turbidez devido ao transporte de sedimentos e matéria orgânica pelos rios, situação que exige processos mais avançados de tratamento.
A construção da ETA Rio D’Ouro integra um conjunto de investimentos voltados à modernização do Sistema Acari, responsável por parte do abastecimento da Baixada Fluminense. Paralelamente, outras três estações estão sendo implantadas: as unidades de Tinguá e São Pedro, ambas em Nova Iguaçu e equipadas com tecnologia de microfiltração, além da estação de Xerém, em Duque de Caxias, que também utilizará ultrafiltração.
Segundo o diretor técnico e de projetos da Cedae, Humberto Mello, os investimentos têm como foco aumentar a eficiência operacional e incorporar tecnologias mais modernas ao sistema de tratamento de água. De acordo com ele, a iniciativa busca garantir maior confiabilidade no abastecimento e fortalecer a segurança hídrica da população atendida.
Atualmente, as obras da ETA Rio D’Ouro encontram-se na fase de terraplanagem, etapa responsável pela preparação do terreno para a implantação das estruturas da estação. A previsão da companhia é concluir o empreendimento em 2028, ampliando a capacidade do Sistema Acari e reforçando o fornecimento de água para milhares de famílias da Baixada Fluminense.





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