Uma operação da Polícia Militar realizada na noite de segunda-feira (22) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, terminou com a morte de dois suspeitos e o incêndio de um ônibus utilizado como barricada por criminosos em Jardim Gramacho.
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 15º BPM realizavam uma ação para verificar denúncias sobre a instalação de barricadas no bairro Pantanal quando foram recebidos a tiros por suspeitos armados. Houve confronto e dois homens foram baleados durante a troca de tiros.
Os feridos chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, mas não resistiram aos ferimentos. Durante a operação, os policiais apreenderam duas pistolas e uma quantidade de drogas que será periciada.
A ocorrência foi registrada na 60ª DP (Campos Elíseos), que ficará responsável pela investigação dos fatos e pela análise do material apreendido.
Após o confronto, criminosos teriam promovido uma represália contra a ação policial. Um ônibus da empresa Limousine Carioca foi interceptado e incendiado na Avenida Presidente Kennedy, em Jardim Gramacho. Segundo informações preliminares, o coletivo foi utilizado como barricada para dificultar o acesso das forças de segurança à região.
O incêndio provocou transtornos no trânsito e mobilizou equipes de emergência para controlar as chamas e garantir a segurança de motoristas e moradores. Não houve informações oficiais sobre passageiros ou funcionários feridos durante o ataque ao coletivo.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Semove) repudiou o ataque e destacou os prejuízos causados pelos incêndios criminosos ao sistema de transporte público. Segundo a entidade, desde 2014 já foram registrados 439 ônibus destruídos por ações criminosas em todo o estado do Rio de Janeiro.
Ainda de acordo com a Semove, o custo estimado para reposição desses veículos ultrapassa R$ 373 milhões. A entidade também alerta que cada ônibus perdido deixa de transportar aproximadamente 70 mil passageiros durante o período necessário para aquisição e regularização de um novo coletivo, impactando diretamente a população que depende do transporte público diariamente.
A Semove informou ainda que mantém cooperação permanente com as forças de segurança para auxiliar na prevenção e repressão desse tipo de crime e reforçou a importância da colaboração da população com denúncias que possam ajudar na identificação dos responsáveis.





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