Operação mira policiais militares suspeitos de receber propina do tráfico para favorecer atuação do Comando Vermelho em Japeri

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Nova Iguaçu, Queimados e no 20º BPM, em investigação do Ministério Público sobre esquema de corrupção policial


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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), uma operação para cumprir sete mandados de busca e apreensão contra dois policiais militares investigados por associação criminosa armada e corrupção passiva majorada. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

Segundo as investigações, há fortes indícios de que os agentes recebiam pagamentos de integrantes da facção Comando Vermelho para deixar de combater o tráfico de drogas em comunidades de Japeri, na Baixada Fluminense.

As ordens judiciais, expedidas pela Auditoria da Justiça Militar, foram cumpridas em endereços de Queimados e Nova Iguaçu, além do 20º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Mesquita, unidade onde os investigados estão atualmente lotados.

De acordo com o Ministério Público, a investigação teve início durante a apuração de crimes atribuídos ao policial militar Alan Silva do Nascimento. Ele já foi denunciado por homicídio e condenado por tráfico de drogas, além de posse ilegal de um fuzil e munições de calibre restrito.

Durante o aprofundamento das investigações, o GAECO identificou indícios da prática de diversos crimes de corrupção envolvendo Alan e integrantes de sua antiga guarnição, conhecida como “Irmãos Metralha”. Os dois policiais alvos da operação desta sexta-feira faziam parte desse grupo quando estavam lotados no 24º BPM, responsável pelo policiamento de Japeri, Queimados, Paracambi, Seropédica e Itaguaí.

Segundo o Ministério Público, o esquema criminoso consistia no recebimento de vantagens indevidas de traficantes para permitir a atuação da organização criminosa em comunidades da região, comprometendo as ações de combate ao tráfico de drogas.

As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão do esquema criminoso. Até o momento, o Ministério Público não divulgou a identidade dos dois policiais militares alvo dos mandados de busca e apreensão.

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