Operação prende duas mulheres suspeitas de vender medicamentos abortivos ilegalmente pela internet

Investigação da Deam de Nova Iguaçu apontou que grupo utilizava redes sociais para comercializar os produtos e oferecer orientação durante o procedimento


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Uma operação da Polícia Civil, realizada nesta quarta-feira (22), resultou na prisão em flagrante de duas mulheres suspeitas de integrar um esquema de comercialização ilegal de medicamentos abortivos. A ação foi coordenada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, em conjunto com o Ministério Público, e teve como alvo imóveis nos municípios de Maricá e Duque de Caxias.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram medicamentos, aparelhos celulares, cartões bancários e máquinas de pagamento. As suspeitas foram autuadas em flagrante e encaminhadas aos procedimentos legais.

As investigações começaram após uma mulher procurar a Deam de Nova Iguaçu para denunciar que havia tentado adquirir medicamentos pela internet, mas afirmou ter sido prejudicada durante a negociação. A partir da denúncia, os policiais iniciaram diligências que identificaram um grupo organizado responsável por anunciar e vender os produtos de forma clandestina por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.

Segundo a Polícia Civil, as apurações indicaram que as investigadas não se limitavam à comercialização dos medicamentos. Elas também mantinham contato direto com as compradoras, fornecendo orientações sobre a utilização dos produtos e acompanhando o andamento dos casos por meio de conversas em aplicativos de mensagens.

Ainda conforme a investigação, integrantes do grupo trocavam informações sobre os procedimentos realizados e ofereciam suporte adicional mediante pagamento, incluindo atendimento em horários noturnos mediante cobrança extra. Esses elementos reforçaram os indícios de uma atuação estruturada e contínua do esquema criminoso.

Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a autoridade policial representou à Justiça pelos mandados de busca e apreensão, que foram autorizados e cumpridos nesta quarta-feira. Durante as diligências, os agentes localizaram medicamentos abortivos nas residências das investigadas, o que motivou as prisões em flagrante.

A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa, inclusive pessoas que possam atuar em outros estados. Os investigadores também buscam esclarecer a origem dos medicamentos, a forma de distribuição e toda a cadeia de comercialização clandestina dos produtos.

As autoridades destacam que a venda e a distribuição de medicamentos sem autorização dos órgãos competentes representam riscos à saúde pública e podem configurar infrações penais, especialmente quando envolvem substâncias de uso controlado ou comercializadas fora dos canais legalmente autorizados.

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