Painel no Rio Innovation Week destaca cultura, turismo e inovação na Baixada Fluminense

Encontro realizado no Pier Mauá reuniu gestores, ativistas e representantes culturais para discutir potencial econômico e cultural da região


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A força cultural, turística e econômica da Baixada Fluminense foi tema de um painel realizado durante a 6ª edição do Rio Innovation Week (RIW), no Pier Mauá, região central do Rio de Janeiro. O encontro aconteceu na tarde de 6 de agosto de 2026, às 15h30, no Armazém 1A, dentro do RIW Pop Tech, no Palco Principal, e reuniu representantes do poder público, instituições culturais e movimentos sociais.

Com o tema “Cultura, Turismo e Inovação”, a palestra foi idealizada e apresentada por Diego Lacerda, criador da campanha Baixada no Centro. A iniciativa ganhou destaque ao levar artistas e manifestações culturais da região para espaços tradicionais da capital, incluindo um andar inteiro do Palácio Tiradentes durante o Mês da Baixada.

O debate buscou apresentar uma visão diferente daquela frequentemente associada à Baixada Fluminense, destacando sua produção cultural, patrimônio histórico, potencial turístico e capacidade de desenvolver projetos de impacto social.

Entre os participantes esteve Daniella Beliago, secretária de Cultura de Japeri, que defendeu uma nova perspectiva sobre o município. Ela destacou a importância histórica da cidade e a necessidade de fortalecer políticas públicas de cultura por meio de conselhos, fundos, planos e conferências.

A secretária também ressaltou que, apesar da carência de equipamentos culturais, Japeri possui mais de 300 artistas cadastrados e mantém mecanismos de fomento por meio da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc.

Turismo e cultura como potencial econômico

Leandro Monteiro, secretário de Turismo, Eventos e Juventude de Nilópolis e presidente do Instância de Governança Regional (IGR) Baixada Verde, apresentou iniciativas relacionadas ao turismo sustentável e à preservação ambiental. Ele defendeu o ecoturismo e chamou atenção para a necessidade de proteger as áreas naturais da região.

A cultura produzida na Baixada também foi apontada como um dos principais ativos do território. O carnaval, representado por escolas como Beija-Flor e Grande Rio, foi citado como exemplo de manifestações que alcançaram projeção nacional e internacional.

Louiz Carlos, presidente do Instituto Zeca Pagodinho, apresentou a experiência de 26 anos da instituição instalada em Xerém. O projeto atua na formação de crianças e jovens por meio da música e mantém iniciativas como o VIVA Xerém, além de cursos profissionalizantes, oficinas de artesanato, gastronomia, audiovisual e ações socioambientais.

Entre os projetos apresentados está uma horta urbana de 8 mil metros quadrados, cuja produção é destinada a cozinhas solidárias da Baixada.

Desigualdade na distribuição de recursos

O ativista social Wesley Teixeira, de Duque de Caxias, abordou os obstáculos enfrentados pelo setor cultural. Entre os pontos destacados esteve a baixa participação dos municípios da Baixada em recursos provenientes de grandes mecanismos de incentivo cultural e a necessidade de ampliar investimentos estruturantes.

Também foram citadas dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da cultura, a falta de continuidade de projetos e a carência de equipamentos, como salas de cinema comercial e bibliotecas-parque estaduais.

Realizado em um dos principais eventos de inovação do país, o painel colocou a Baixada Fluminense em uma discussão que ultrapassa os limites da cultura. As propostas apresentadas relacionaram produção artística, turismo, educação, economia criativa, meio ambiente e desenvolvimento regional.

A palestra teve cobertura do Grupo RBC, que acompanhou o debate diretamente do Pier Mauá. Ao final desta matéria, o público poderá conferir na íntegra o vídeo da palestra realizada durante o Rio Innovation Week.

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