Peça “aCordoAmor” estreia na Baixada e propõe reflexão sobre relações interraciais

Espetáculo gratuito percorre cidades da região abordando preconceito, afeto e desigualdades sociais



A Baixada Fluminense recebe, a partir de maio, a estreia do espetáculo “aCordoAmor”, que traz ao palco debates sobre relações interraciais, desigualdade e os limites emocionais dentro de um relacionamento amoroso. A montagem inédita estreia no dia 1º de maio, no Instituto Cultural Cerne, em São João de Meriti, com entrada gratuita.

Idealizado pela atriz Jessica Obaia, o projeto reúne textos de Aza Njeri e Rei Black, com direção e adaptação de Vilma Melo. A iniciativa foi contemplada pelo edital Fluxos Fluminenses e integra uma circulação por diferentes cidades da região.

Após a estreia, o espetáculo segue para o Espaço Villelarte no dia 2 de maio, em Nova Iguaçu e para o Gomeia Galpão Criativo no dia 8, em Duque de Caxias. A peça também retorna ao Cerne no dia 7 de maio, mantendo todas as apresentações com acesso gratuito ao público.

Em cena, Jessica Obaia divide o palco com Saulo, interpretando um casal interracial que trabalha junto na apresentação de um telejornal. A narrativa mergulha nos conflitos pessoais, familiares e sociais vividos pelos dois, explorando tanto momentos de conexão quanto de tensão.

A proposta cênica se destaca pelo uso de mais de 200 livros como elementos de cenário, que são reorganizados ao longo da apresentação, criando novas leituras visuais e simbólicas. A movimentação dos atores, dirigida por Fernanda Dias, acompanha as oscilações emocionais da história.

A peça levanta questões sobre preconceitos estruturais, diferenças socioeconômicas e estereótipos ainda presentes na sociedade. Segundo a diretora Vilma Melo, o espetáculo provoca o público a refletir sobre como essas relações se formam e se sustentam, além de abordar temas como gênero e diversidade.

Baseada em vivências reais e experiências do elenco, “aCordoAmor” utiliza uma linguagem direta para questionar padrões históricos e incentivar uma reflexão crítica sobre igualdade racial. A montagem é produzida pela companhia Águia, com produção de Leandro Fazolla e Rohan Baruck, que atuam no fortalecimento da cultura na Baixada Fluminense.

A proposta é não apenas entreter, mas também provocar o público a repensar estruturas sociais e históricas, contribuindo para um debate mais amplo sobre identidade, respeito e inclusão.

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