A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (29/10), uma operação em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para investigar suspeitas de armazenamento, compartilhamento e comercialização de arquivos com cenas de abuso sexual infantil na internet. A ação, denominada Operação Guardiões V, resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão no município.
A diligência foi conduzida por agentes da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu (DPF/NIG). Durante as buscas, foram apreendidos um aparelho celular, um computador e um HD externo, que serão submetidos à perícia criminal para auxiliar no avanço das investigações.
O caso começou a ser apurado em abril de 2025, após a Delegacia de Polícia Federal em Jataí, em Goiás, receber uma denúncia anônima sobre a comercialização de vídeos com registros de abuso sexual infantil em grupos de aplicativos de mensagens. A prática investigada ocorreria em Rio Verde, também no estado goiano.
Segundo as informações reunidas pela investigação, um dos grupos identificados contava com 5.145 integrantes, entre eles usuários com números telefônicos estrangeiros. O espaço seria utilizado para comercializar e trocar material pornográfico, incluindo arquivos com imagens de crianças e adolescentes em situações de abuso sexual.
O aprofundamento das apurações permitiu identificar o administrador do grupo investigado: um homem de 41 anos que mora na Baixada Fluminense. A operação desta quinta-feira busca reunir elementos que contribuam para esclarecer os fatos e dar continuidade à investigação.
Terminologia e proteção de crianças e adolescentes
A Polícia Federal destaca que, embora o termo “pornografia” ainda apareça no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), expressões como “abuso sexual de crianças e adolescentes” e “violência sexual de crianças e adolescentes” são preferidas pela comunidade internacional por representarem de maneira mais precisa a gravidade dessas violações.
A corporação também orienta pais e responsáveis a acompanhar a utilização da internet por crianças e adolescentes, manter um diálogo aberto sobre os riscos no ambiente digital e incentivar que situações suspeitas sejam comunicadas a adultos de confiança.
As orientações têm como objetivo contribuir para a prevenção de situações de violência e para a proteção de possíveis vítimas. O material apreendido será analisado pelos peritos, e as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias dos fatos apurados.





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