Polícia Civil faz operação contra milícia suspeita de cobrar comerciantes e moradores em Nova Iguaçu

Investigação aponta cobrança de taxas de segurança e venda obrigatória de água e gelo; Justiça autorizou bloqueio de bens e quebra de sigilos


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Policiais civis da 52ª DP (Nova Iguaçu) realizaram, nesta terça-feira (27), uma operação contra um grupo criminoso suspeito de explorar economicamente comerciantes, condomínios e moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação conta com o apoio do Ministério Público e cumpre mandados de busca e apreensão nos bairros Valverde, Jardim Alvorada, Jardim Jasmim e Jardim Pernambuco.

Segundo as investigações, o grupo seria conhecido como “Bonde do Varão” e estaria vinculado a Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como “Juninho Varão”. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos exigiriam pagamentos periódicos chamados de “taxa de segurança” de comerciantes e condomínios. Moradores também seriam obrigados a comprar água e gelo exclusivamente de fornecedores indicados pela organização.

Investigação identificou movimentações financeiras

Durante a apuração, os agentes identificaram movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a capacidade econômica de um dos investigados. Em seis meses, uma das contas analisadas movimentou aproximadamente R$ 373 mil.

No mesmo período, foram identificados quatro pagamentos de parcelas do seguro-desemprego, de cerca de R$ 2,1 mil cada. A análise também apontou recebimentos frequentes e fracionados de pessoas e estabelecimentos comerciais das áreas investigadas.

Ainda conforme a investigação, R$ 43 mil foram transferidos em 96 operações para outro suspeito, que teria ligação com o fornecimento de água e gelo na região.

Mandados incluem fábrica de gelo e galpão

A operação busca reunir novas provas, identificar possíveis integrantes do grupo e esclarecer a origem e o destino dos valores relacionados às atividades investigadas. Entre os locais onde são cumpridos os mandados estão uma fábrica de gelo e um galpão usado para armazenar e distribuir galões de água.

A Polícia Civil informou que a Justiça também autorizou medidas de bloqueio de bens e valores, além do afastamento dos sigilos bancário, fiscal e de dados telemáticos dos investigados.

A ação tem como objetivo interromper os mecanismos de exploração econômica atribuídos ao grupo e impedir uma possível expansão territorial da milícia para outras áreas de Nova Iguaçu. A operação permanecia em andamento no momento da divulgação das informações.

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