Policiais civis da 58ª DP (Posse) desarticularam, nesta terça-feira (4), uma fábrica clandestina de balões que funcionava em um imóvel no bairro Olinda, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Durante a operação, um homem apontado como responsável pelo local foi preso em flagrante, e uma grande quantidade de materiais utilizados na fabricação dos artefatos foi apreendida.
A investigação teve início a partir de um trabalho de inteligência da Polícia Civil, que identificou o imóvel como um ponto de produção ilegal de balões ligado a um grupo de baloeiros. No endereço, os agentes encontraram uma estrutura considerada profissional, com capacidade para confeccionar balões de grande porte.
Segundo a corporação, foram apreendidos fogos de artifício, rojões, pólvora, estruturas metálicas e diversos outros materiais utilizados na fabricação dos aeróstatos, que representam risco elevado de incêndios florestais, danos ao patrimônio e acidentes envolvendo a população.
Durante as diligências, os policiais localizaram uma fotografia em que o responsável pelo imóvel aparecia soltando um balão em chamas. Conforme a Polícia Civil, ele confirmou ser o proprietário do imóvel e assumiu a posse de todo o material encontrado, sendo autuado em flagrante pelo crime de fabricação clandestina de balões, previsto na legislação ambiental.
Em razão da grande quantidade de substâncias inflamáveis e artefatos com potencial explosivo armazenados no local, foi necessária a atuação do Esquadrão Antibomba (EAB), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A equipe especializada realizou o manuseio técnico, a retirada e o transporte seguro dos materiais apreendidos, reduzindo os riscos de explosões durante a operação.
A ação também contou com o apoio do serviço de limpeza urbana de Nilópolis, responsável pela remoção das estruturas metálicas e dos demais equipamentos utilizados na produção dos balões.
Todo o material apreendido foi encaminhado para os procedimentos de polícia judiciária e será submetido à perícia técnica, que auxiliará no aprofundamento das investigações. A Polícia Civil informou que as apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos na fabricação e comercialização clandestina de balões.
A soltura de balões é proibida no Brasil por configurar crime ambiental, devido ao elevado risco de incêndios em áreas urbanas e de vegetação, além de colocar em perigo aeronaves, redes elétricas e a segurança da população.





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