A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (14), um dos criminosos mais procurados do Espírito Santo durante uma operação realizada em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Gilbert Wagner Antunes Lopes, conhecido como “Waguinho Batman”, foi localizado no bairro Engenho após cerca de dois meses de investigações conduzidas por agentes da 50ª DP (Itaguaí).
Segundo a corporação, Gilbert é apontado como um dos líderes de uma organização criminosa e é investigado por ser o mandante do assassinato do vereador Marcos Augusto Costalonga (PL), conhecido como Marquinhos da Cooperativa, morto no município de Presidente Kennedy, no Espírito Santo. O suspeito também responde a investigações por ameaças contra autoridades públicas, entre elas um procurador de Justiça.
As diligências tiveram início em abril, quando o setor de inteligência da delegacia identificou que o foragido estaria buscando abrigo junto a integrantes de uma milícia com atuação na região de Chaperó, em Itaguaí. A partir das informações levantadas, equipes da Polícia Civil passaram a monitorar os deslocamentos e possíveis esconderijos utilizados pelo investigado.
De acordo com as investigações, Gilbert utilizava diferentes endereços e circulava por diversos municípios do estado para dificultar sua localização e evitar o cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça do Espírito Santo.
Na última sexta-feira (10), os policiais chegaram a localizar o suspeito em Mangaratiba, mas ele conseguiu fugir ao se misturar às pessoas que participavam de um evento na cidade. As buscas continuaram até que, nesta terça-feira, os agentes conseguiram cercar e prender o investigado no bairro Engenho, em Itaguaí.
Contra Gilbert havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça capixaba. Conforme a decisão judicial, ele é investigado por crimes de elevada gravidade e por integrar um grupo criminoso envolvido em homicídios e outras ações ligadas ao crime organizado.
Ainda segundo a Polícia Civil, o apelido “Batman” faz referência a Ricardo Teixeira Cruz, conhecido pelo mesmo codinome e apontado como ex-chefe da milícia Liga da Justiça, que atuava na Zona Oeste do Rio de Janeiro após as prisões dos fundadores Jerominho e Natalino. Ricardo foi preso em 2009 e, em 2022, condenado a 16 anos de prisão pelo homicídio de um motorista de van. Para os investigadores, o apelido atribuído a Gilbert faz alusão à sua suposta ligação com grupos paramilitares.
O preso foi encaminhado à delegacia e permanecerá à disposição da Justiça para os procedimentos de transferência e continuidade das investigações.





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