Policiais civis da 50ª DP (Itaguaí) prenderam, nesta segunda-feira (28), três integrantes de um grupo investigado por aplicar o golpe do falso “Vale Gás” contra idosos em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Os suspeitos foram localizados em uma barbearia no município.
De acordo com as investigações, o grupo estaria ligado à milícia liderada por Luís Antônio da Silva Braga, conhecido como “Zinho”. A apuração aponta que os criminosos abordavam idosos sob a falsa promessa de inclusão em um programa social federal de auxílio para compra de gás de cozinha.
O esquema começava com a abordagem das vítimas em suas próprias residências, no bairro Vila Salvador. Uma mulher integrante do grupo entregava R$ 110 em espécie, simulando o recebimento do suposto benefício.
Na sequência, sob a justificativa de realizar um cadastro, a suspeita recolhia informações pessoais e a biometria facial dos idosos. Segundo a Polícia Civil, os dados eram posteriormente utilizados para abertura fraudulenta de contas bancárias digitais e contratação de empréstimos consignados sem autorização das vítimas.
Idosa teve prejuízo de R$ 23,6 mil
Um dos casos investigados envolve uma mulher de 65 anos, que teria sofrido um prejuízo de R$ 23,6 mil. Conforme a apuração policial, o dinheiro obtido por meio das operações fraudulentas era rapidamente dividido e transferido para contas bancárias vinculadas a integrantes do grupo.
Parte dos valores foi direcionada para contas dos dois homens presos nesta segunda-feira e para um quarto suspeito, que ainda não foi localizado.
Após diligências realizadas pela equipe da 50ª DP, os três investigados foram encontrados e levados para a delegacia. Contra eles, foram cumpridos mandados de prisão preventiva por estelionato mediante fraude eletrônica cometido contra pessoa idosa.
Investigação continua
A Polícia Civil mantém as investigações para identificar e localizar a mulher apontada como responsável pelas abordagens presenciais. Os agentes também buscam prender o quarto integrante envolvido no esquema.
A apuração pretende ainda esclarecer a participação da estrutura criminosa e responsabilizar a liderança da milícia à qual, segundo a investigação, o grupo estaria vinculado.





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