A Prefeitura de Japeri decretou estado de alerta climático em todo o município pelo período de 180 dias. A medida foi estabelecida pelo Decreto nº 3.810/2026, publicado no Diário Oficial, e tem caráter preventivo diante das previsões meteorológicas para o biênio 2026/2027 e da possibilidade de ocorrência de eventos climáticos adversos.
Com o decreto, o município deverá reforçar o acompanhamento das condições meteorológicas, hidrológicas e geológicas, além de integrar as ações das secretarias municipais para prevenção e resposta a possíveis ocorrências.
O Gabinete Municipal de Gestão de Crise (GMGC) será mobilizado para coordenar a atuação conjunta de diferentes setores da administração. O grupo será presidido pela prefeita Fernanda Ontiveros e contará com representantes de secretarias e órgãos considerados estratégicos para a gestão de situações de risco.
A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil (SEMPDEC) ficará responsável pela coordenação das ações e pelo acompanhamento permanente dos boletins, previsões e alertas emitidos por órgãos especializados.
Entre as fontes de monitoramento estão o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), a Secretaria de Estado de Defesa Civil e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
O decreto estabelece como eventos prioritários de acompanhamento as ondas de calor, períodos de baixa umidade do ar, estiagem, possíveis impactos no abastecimento de água, queimadas e incêndios florestais. Também estão incluídos vendavais, tempestades, chuvas intensas, alagamentos, inundações, enxurradas e movimentos de massa.
A medida permite ainda que o município antecipe a preparação de equipes, equipamentos e recursos destinados às áreas consideradas mais vulneráveis. Entre as ações previstas estão a limpeza e manutenção de sistemas de drenagem, preparação de abrigos temporários e disponibilização de água e itens de assistência humanitária.
Também está previsto o reforço dos sistemas de alerta e a possibilidade de contratação preventiva de equipamentos e serviços necessários para atuação diante de eventuais ocorrências.
O município poderá contar ainda com a cooperação voluntária de empresas e organizações da sociedade civil. A participação deverá ocorrer por meio de instrumentos próprios e poderá envolver a disponibilização de máquinas, equipamentos, materiais e serviços de apoio às ações de prevenção e resposta.
Apesar das medidas previstas, o estado de alerta climático não representa o reconhecimento de uma situação de emergência ou de calamidade pública. O decreto estabelece uma estratégia de preparação antecipada para ampliar a capacidade de resposta do município diante de possíveis eventos extremos.
A iniciativa busca fortalecer a atuação preventiva da administração municipal, reduzir riscos à população e contribuir para a manutenção dos serviços essenciais caso as condições meteorológicas provoquem ocorrências que exijam intervenção das equipes municipais.





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