A Prefeitura de Nova Iguaçu cobrou soluções imediatas para problemas de drenagem causados pelas obras de ampliação da Rodovia Presidente Dutra durante reunião participativa com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária Ecovias Rio Minas. O encontro foi realizado nesta quarta-feira (30), no município, e também serviu para apresentar propostas de novos investimentos caso haja alterações no contrato de concessão.
O prefeito Dudu Reina destacou que as cobranças já foram encaminhadas há mais de um ano à ANTT, ao Ministério dos Transportes, ao BNDES, ao Ibama e à Justiça. “Hoje viemos a uma reunião que discute possíveis alterações no contrato, mas aproveitamos para cobrar diretamente da concessionária e da fiscalização da ANTT uma solução para o presente. Nova Iguaçu quer a ampliação da Dutra e sabe da importância dessa obra, mas não podemos aceitar que a rodovia seja modernizada e deixe problemas para dentro dos nossos bairros”, afirmou.
A drenagem foi o ponto central das reivindicações municipais. No bairro da Posse, a prefeitura identificou que a rede de microdrenagem existente está praticamente no mesmo nível de uma das travessias previstas no projeto. A administração defende o rebaixamento da estrutura em pelo menos 80 centímetros para melhorar o escoamento da água.
No Rancho Novo, tubulações da rede de drenagem foram atingidas durante as obras. Segundo a prefeitura, o projeto previa a substituição adequada da rede, mas foram encontrados apenas remendos e adaptações pontuais, conhecidos popularmente como “bacalhaus”.
Já em Comendador Soares e Cacuia, foi identificado assoreamento da rede provocado pelo carreamento de terra e sedimentos. Para conter o material e reduzir a velocidade da água, o município cobra a implantação de uma bacia de sedimentação e de um dissipador de energia.
“Não podemos ampliar uma rodovia do século XXI mantendo soluções de drenagem pensadas para uma realidade de mais de 70 anos atrás. Estamos falando de problemas concretos que precisam ser corrigidos agora”, reforçou o prefeito.
Além das correções emergenciais, o município apresentou propostas de novos investimentos para Nova Iguaçu, condicionadas a possíveis alterações no contrato de concessão. Entre as principais demandas está a duplicação da BR-465, antiga Rio-São Paulo.
A prefeitura também solicitou a construção de um novo viaduto na região de Palhada e Rosa dos Ventos, ao lado da estrutura atual. A estratégia proposta é construir primeiro a nova estrutura para manter o fluxo de veículos e, posteriormente, intervir no viaduto existente.
Outro pedido formalizado foi a criação de novos pontos de acesso ao Arco Metropolitano, visando melhorar a conexão de Nova Iguaçu com este importante eixo rodoviário.
Participaram da mesa de reuniões o diretor-superintendente da Ecovias Rio Minas, Júlio César Moreira, e representantes da ANTT. A equipe da agência incluiu Carlos Alexandre Silva, chefe do Escritório Regional de Fiscalização da Infraestrutura Rodoviária (RJ/ANTT); Tales Cavalcante, presidente da sessão e membro da agência; Kris Cleyto, presidente da Reunião Participativa e integrante da Superintendência Regional (SUROD/ANTT); e a técnica Thaynara Martin.





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