Cerca de 450 moradores procuram anualmente o Programa de Controle do Tabagismo de Nova Iguaçu em busca de ajuda para abandonar o cigarro. O tratamento é gratuito e oferece acompanhamento profissional durante 90 dias, com avaliação da dependência à nicotina, encontros periódicos e medicamentos quando indicados. Segundo os dados do programa, 90% dos pacientes conseguem parar de fumar.
Para quem vive em Nova Iguaçu, o atendimento representa uma alternativa sem custo para enfrentar a dependência e reduzir os impactos do tabagismo na saúde e no orçamento familiar. O tratamento é realizado em dez Clínicas da Família distribuídas pelo município e pode incluir adesivos, pastilhas e cloridrato de bupropiona, de acordo com a avaliação de cada paciente.
A ação ganhou destaque nesta semana em razão do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29). A Secretaria Municipal de Saúde promoveu uma atividade de conscientização no TopShopping, onde cinco pessoas se inscreveram para iniciar o processo de abandono do cigarro.
O evento também reuniu pacientes que já passaram pelo tratamento na rede municipal. Além das orientações sobre os riscos do tabagismo, foram oferecidos serviços como higienização das mãos, auriculoterapia e vacinação contra a influenza. Aproximadamente 40 pessoas receberam a vacina durante a programação.
A experiência de quem já começou o tratamento mostra que as mudanças podem aparecer em pouco tempo. A manicure Ana Paula de Souza, de 54 anos, fumava desde os 17 e chegou a consumir um maço por dia durante quase quatro décadas.
Ela decidiu buscar ajuda depois que uma cliente comentou sobre o cheiro de cigarro. Com menos de um mês de acompanhamento, Ana Paula já percebe alterações no paladar e no olfato, melhora no sono e mais disposição para atividades como pilates e hidroginástica.
Além dos benefícios para a saúde, a moradora encontrou uma maneira de transformar o dinheiro que gastava com cigarros em uma motivação para continuar. Ela passou a guardar os R$ 14,50 que anteriormente eram destinados à compra de um maço e pretende utilizar o valor acumulado na aquisição de materiais para o trabalho.
A aposentada Maria do Socorro, de 64 anos, também precisou de acompanhamento profissional para superar a dependência. Ela começou a fumar aos 15 anos e deixou o cigarro há uma década. Durante o tratamento, utilizou adesivos de nicotina e conseguiu interromper o consumo.
O programa começa com uma avaliação individual, que inclui o Teste de Fagerstrom, questionário utilizado para identificar o nível de dependência à nicotina. Nos primeiros 30 dias, os encontros acontecem com maior frequência. Depois, passam a ser quinzenais, e os participantes ainda podem continuar frequentando reuniões mensais após o encerramento do tratamento.
O atendimento é destinado a pessoas com 18 anos ou mais. Gestantes e mulheres que estão amamentando não participam do programa.
Quem deseja deixar o cigarro pode procurar diretamente uma das dez Clínicas da Família que oferecem o tratamento: Vila Operária, Júlia Távora, Dr. Marco Pólo de Gouveia Pereira, Parque Todos os Santos, Manoel Moreira de Oliveira, Emilia Gomes, Figueira, Padre Manuel Monteiro, Miguel Couto e Jardim Palmares. As equipes orientam os interessados sobre os procedimentos para iniciar o acompanhamento.





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