Projeto de parque no antigo Aeroclube de Nova Iguaçu volta ao debate político e ganha destaque nas articulações para 2026

Área de 400 mil metros quadrados é alvo de propostas para criação de espaço público de lazer e preservação ambiental na Baixada Fluminense

A transformação da área do antigo Aeroclube de Nova Iguaçu em um grande parque público voltou ao centro das discussões políticas na Baixada Fluminense e já desponta como um dos temas com maior potencial de mobilização popular para as eleições de 2026.

Neste domingo (14), o pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, defendeu a criação de um grande parque urbano no local durante visita ao terreno. A área, conhecida por moradores como Aeroparque, possui aproximadamente 400 mil metros quadrados e está localizada em uma região estratégica de Nova Iguaçu.

A proposta de implantação de um parque no espaço não é nova. Há anos, moradores, atletas e frequentadores da área defendem a criação de um complexo voltado ao lazer, esporte, convivência social e preservação ambiental. Um abaixo-assinado em defesa do projeto já reuniu cerca de 2.800 assinaturas.

A ideia também chegou a ser estudada pelo Governo do Estado. Em 2021, a então Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras elaborou um projeto preliminar denominado Parque da Baixada, prevendo o aproveitamento da área remanescente do antigo aeródromo. Um croqui foi desenvolvido, mas a proposta acabou não avançando após mudanças na estrutura administrativa estadual.

Durante a visita, Eduardo Paes recebeu informações sobre o projeto elaborado anteriormente. O material foi encaminhado pelo vereador do Rio de Janeiro Pedro Duarte (PSD), que participa das discussões sobre propostas voltadas à Região Metropolitana e acompanha o tema há vários anos.

Fundado em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, o Aeroclube de Nova Iguaçu teve papel importante na formação de pilotos e em operações aéreas de pequeno porte. Ao longo das décadas, entretanto, a estrutura perdeu relevância e parte da área passou a receber outros equipamentos públicos e institucionais.

Atualmente, o terreno abriga estruturas como um campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, instalações do Nova Iguaçu Futebol Clube, unidades militares e o Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz, construído inicialmente como hospital modular durante a pandemia da Covid-19.

Apesar da ocupação parcial, uma grande extensão permanece sem definição de uso. O espaço é frequentemente utilizado por moradores para caminhadas, corridas e atividades físicas, mesmo sem infraestrutura adequada. A situação gera preocupações relacionadas à segurança, principalmente devido a relatos de pousos e decolagens irregulares e registros de acidentes ocorridos na antiga pista.

Enquanto o futuro da área segue indefinido, a proposta de criação de um grande parque urbano volta a ganhar força e deve permanecer no centro dos debates sobre desenvolvimento urbano, qualidade de vida e preservação ambiental na Baixada Fluminense nos próximos anos.

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