Projeto social acolhe mais de 130 famílias com crianças neurodivergentes em Duque de Caxias

Iniciativa em Gramacho oferece terapias gratuitas e apoio às mães atípicas com trabalho voluntário



Uma iniciativa social em Gramacho tem transformado a realidade de famílias com crianças neurodivergentes na Baixada Fluminense. Liderado pela assistente social Aline Botelho, o projeto começou de forma independente em 2024 e hoje atende cerca de 130 famílias com terapias gratuitas e suporte especializado.

O crescimento da iniciativa ganhou força a partir de 2025, quando uma parceria com a ORES possibilitou a criação da chamada Casa TEA, instalada em um imóvel doado por uma mãe de criança com autismo. Desde então, o espaço se consolidou como ponto de acolhimento para famílias que enfrentam dificuldades para acessar atendimento adequado.

Além das terapias voltadas para crianças, adolescentes e jovens, o projeto também oferece suporte aos responsáveis, com atenção especial às mães atípicas. A proposta é ampliar o cuidado para além dos pacientes, incluindo toda a estrutura familiar no processo de desenvolvimento.

A iniciativa é dividida em três frentes principais: o apoio psicossocial para mães, com foco no autocuidado; ações de geração de renda, como a produção de bolsas artesanais; e atividades de arte, cultura e educação física adaptada para os jovens atendidos. O objetivo é promover inclusão, autonomia e qualidade de vida.

Atualmente, o trabalho é mantido por voluntários capacitados, que atuam de forma multidisciplinar para suprir a carência de serviços acessíveis na região. Mesmo com a estrutura em funcionamento, a demanda segue alta, com cerca de 70 pessoas ainda na fila de espera.

A proposta também busca enfrentar desafios comuns às famílias, como a sobrecarga emocional, o isolamento social e a dificuldade de conciliar rotina pessoal e profissional. Com planos de expansão, a iniciativa pretende ampliar o atendimento e alcançar ainda mais pessoas na Baixada Fluminense.

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