Moradores de Suruí, em Magé, poderão conhecer no dia 27 de agosto como funcionará a nova coleta seletiva comunitária que será implantada em localidades do distrito. A apresentação ocorrerá durante uma roda de conversa às 14h, na Rua João Félix do Bonfim, no bairro Jacaré, e vai abordar a separação dos resíduos e os impactos do descarte irregular sobre o Rio Suruí e os manguezais da Baía de Guanabara.
A iniciativa busca criar uma alternativa para comunidades onde o acesso dos caminhões de coleta é limitado. Com a participação direta de moradores e agentes ambientais da própria região, a proposta prevê a retirada dos materiais recicláveis diretamente nas residências, inclusive em áreas de ruas estreitas.
A atividade será realizada no Dia Mundial da Limpeza Urbana e integra o programa de educação ambiental do projeto Andadas Ecológicas, desenvolvido pela ONG Guardiões do Mar em parceria com a Petrobras e com apoio da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM).
Em Suruí, as dificuldades relacionadas à coleta regular e a extensão territorial da localidade contribuem para que parte dos resíduos seja descartada de maneira inadequada. O problema ganha dimensão ambiental porque muitas moradias ficam próximas ao Rio Suruí, fazendo com que materiais abandonados possam alcançar o curso d’água e os manguezais.
Durante o encontro, os moradores receberão orientações sobre quais materiais podem ser reciclados, como devem ser separados e quais resíduos precisam continuar sendo destinados à coleta domiciliar convencional.
Jovens serão agentes da coleta
Uma das características do projeto é a participação de jovens moradores de Suruí na operação. Eles serão capacitados para atuar como agentes ambientais comunitários, realizando a coleta dos recicláveis e auxiliando na administração dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) que serão instalados nas comunidades.
A coleta porta a porta utilizará triciclos adaptados, permitindo o acesso a locais que não podem ser atendidos diretamente pelos veículos convencionais. Depois de recolhidos, os materiais serão encaminhados para um centro de triagem, onde passarão por separação e preparação antes da comercialização no mercado de recicláveis.
Adolescentes que participam do ecoclube do Andadas Ecológicas também atuarão na mobilização. Eles visitam moradores, cadastram famílias interessadas em participar e ajudam a divulgar as orientações sobre a separação dos resíduos.
Para Rosilene Baranda, articuladora socioambiental do projeto, a mobilização busca principalmente evitar que materiais recicláveis ou outros tipos de resíduos sejam lançados no rio.
A proposta integra um programa mais amplo de educação ambiental que aborda conservação dos manguezais, consumo consciente, descarte adequado e racismo ambiental. As ações são desenvolvidas com base nos princípios da Cultura Oceânica e estão alinhadas à Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.
A roda de conversa será gratuita e acontecerá às 14h do dia 27 de agosto, na Rua João Félix do Bonfim, 567, no Jacaré, em Suruí. A atividade será uma das primeiras etapas de aproximação dos moradores com o modelo de coleta seletiva que será construído junto às comunidades.





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