Suspeito de cobrar empresas sob ameaça é preso durante investigação em Japeri

Polícia Civil diz que homem recebia pagamentos semanais e teria ligação com grupo miliciano com atuação em Queimados


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Um homem apontado pela Polícia Civil como integrante de um esquema de extorsão contra empresas foi preso durante uma ação realizada em Japeri, na Baixada Fluminense. Jefferson Luís Santos Souza era investigado por agentes da 63ª DP (Japeri), que identificaram uma rotina de cobranças semanais feitas a empresários da região.

A investigação começou após denúncias sobre pagamentos exigidos regularmente de empresas. Durante cerca de um mês, os policiais acompanharam a movimentação do suspeito e identificaram um padrão: às sextas-feiras, Jefferson buscaria os valores cobrados e, posteriormente, seguiria em direção a Queimados.

Segundo a Polícia Civil, as cobranças eram apresentadas como uma espécie de pagamento por segurança. A investigação aponta, entretanto, que os empresários seriam pressionados por meio de ameaças a entregar o dinheiro de forma periódica.

Abordagem ocorreu após pagamento

Com o padrão de movimentação identificado, policiais civis da 63ª DP, com apoio de agentes do 24º BPM, acompanharam o suspeito durante uma sexta-feira. Jefferson foi abordado no bairro Marajoara, em Japeri, após, segundo os investigadores, receber R$ 1 mil de uma empresa.

As diligências também apontaram uma possível ligação do suspeito com uma milícia que teria atuação em Queimados. De acordo com a Polícia Civil, o grupo seria liderado por Lennon Fabrício Silva de Freitas, conhecido como “L7” ou “Lennon”, que já havia sido preso anteriormente em uma operação contra integrantes da organização.

Jefferson foi levado para a 63ª DP, onde acabou autuado em flagrante pelo crime de extorsão. Ele permaneceu preso e ficou à disposição da Justiça.

A defesa do investigado foi procurada, mas não havia sido localizada até a publicação das informações. O espaço permanece aberto para manifestação.

A prisão não encerra a investigação. A Polícia Civil pretende identificar outros possíveis integrantes do esquema e verificar se mais empresas da região foram alvo das cobranças. Os agentes também buscam reunir informações que possam esclarecer a extensão da atuação do grupo.

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