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Mais da metade dos motoristas de ônibus da Baixada se sente exposta à violência, aponta pesquisa

Levantamento do Grupo JAL revela que 56% dos profissionais têm medo de assaltos, agressões e confrontos armados durante o trabalho

Por: Redação da Folha
20/08/2025 às 16h39 Atualizada em 20/08/2025 às 17h19
Mais da metade dos motoristas de ônibus da Baixada se sente exposta à violência, aponta pesquisa

Um levantamento realizado pelo Grupo JAL, maior empresa de transporte por ônibus da Baixada Fluminense, mostrou que 56% dos motoristas se sentem mais expostos à violência enquanto estão em serviço. O grupo reúne as empresas Transportes Flores, Real Rio, Mageli, Rio D’Ouro e Beira Mar, responsáveis por 50 mil viagens mensais e cerca de 5 milhões de passageiros.

A pesquisa, feita entre abril e maio com colaboradores, apontou que os principais medos dos motoristas são os assaltos dentro dos coletivos (48%), ficar no meio de um fogo cruzado (26,9%) e sofrer agressões verbais ou físicas (57%). O receio de não voltar para casa após a jornada também preocupa, atingindo 23,5% dos entrevistados.

Os dados refletem uma realidade de crescente insegurança no setor. Apenas entre janeiro e março, a Transportes Flores registrou 47 assaltos e oito alterações de rota devido à violência. Em 2024, já foram contabilizados 202 casos de assalto — um aumento de 30% em relação a 2023, o que equivale a um caso a cada 43 horas. De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), os roubos em coletivos no Estado cresceram 14,5% em dois anos.

Para tentar minimizar os impactos, o Grupo JAL vem oferecendo treinamentos, suporte multidisciplinar e campanhas de valorização profissional. No entanto, a empresa reforça a necessidade de maior segurança pública para proteger motoristas e passageiros e garantir a continuidade da mobilidade na Baixada Fluminense.

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