O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) deflagraram, nesta quinta-feira (13/03), a Operação Bomba Baixa, que investiga um esquema de adulteração de combustíveis em postos da Baixada Fluminense e outras regiões do estado. Cinco suspeitos já foram presos.
Na Baixada Fluminense, o Posto Guerreiros de Caxias, em Duque de Caxias, e o Posto Enzo Queimados, em Queimados, foram identificados como parte da rede criminosa. Segundo as investigações, os postos vendiam combustíveis adulterados com metanol, substância altamente tóxica e proibida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Além da adulteração, o grupo criminoso instalava dispositivos eletrônicos nas bombas para reduzir o volume de combustível entregue ao consumidor, além de corromper agentes públicos para evitar fiscalizações. O esquema funcionava desde 2017 e movimentou milhões de reais, fazendo o capital social da rede GTB Brasil saltar de R$ 100 mil para R$ 3,9 milhões em apenas seis anos.
Os promotores alertam que o metanol representa sérios riscos à saúde e segurança da população. Sua inalação ou contato prolongado pode causar cegueira, danos neurológicos e até a morte. Além disso, é altamente inflamável e pode provocar incêndios de difícil controle.
A operação contou com o apoio do 3º e 15º Batalhões da PMERJ, e a denúncia foi encaminhada à 20ª Vara Criminal da Capital. Os investigados responderão por associação criminosa, corrupção ativa e passiva, crimes contra as relações de consumo, ordem econômica, saúde pública e fraude metrológica.
Os postos flagrados na Baixada Fluminense seguem sob investigação, e consumidores que abasteceram nesses locais devem ficar atentos a possíveis irregularidades.