Com uma população de 3,8 milhões de habitantes — o que representa quase um quarto de toda a população fluminense — a Baixada Fluminense consolida-se como um dos principais motores do desenvolvimento estadual. É o que revela o estudo “Rio de futuro: vocações e potencialidades econômicas do Rio de Janeiro”, que a Firjan tem apresentado em suas regionais para traçar estratégias de crescimento e políticas públicas para os próximos anos.
O levantamento, debatido recentemente com lideranças empresariais em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, joga luz sobre um território que não apenas consome, mas produz: são 576,7 mil empregos formais distribuídos em mais de 37 mil estabelecimentos. A base industrial da região é robusta e diversificada, com destaque para os setores de Construção Civil (32,5%), Alimentos, Bebidas e Panificação (19,4%) e Metalmecânica (17,2%), além da forte presença das cadeias química, farmacêutica e de petróleo e gás.
O estudo da Firjan identifica duas vocações geográficas distintas que se complementam. Em Duque de Caxias e região, a logística é o ponto de maior força, potencializada pela integração com rodovias estratégicas (como BR-040 e BR-116) e o Arco Metropolitano. Para o presidente da Firjan Caxias e Região, Roberto Leverone, o desafio é claro: “Com investimentos em infraestrutura logística, a região pode ser beneficiada com a redução de custos, tempo e riscos no transporte de cargas”.
Já na região de Nova Iguaçu, o foco recai sobre a conexão com o Porto de Itaguaí. A área se destaca como uma plataforma logístico-industrial que combina a disponibilidade de terrenos para expansão com o acesso a corredores logísticos vitais. Marcelo Kaiuca, presidente da Firjan Nova Iguaçu e Região, reforça que o potencial existe, mas requer soluções estruturantes para garantir competitividade global.
Apesar da pujança econômica, o diagnóstico não esconde os obstáculos que travam o pleno desenvolvimento da Baixada. A mobilidade urbana, a segurança pública — com ênfase no combate ao roubo de cargas — e a qualidade no fornecimento de energia foram apontadas como prioridades críticas que afetam diretamente o ambiente de negócios.
A agenda proposta pela Firjan, construída a partir da escuta ativa do setor produtivo, busca criar um caminho para superar esses gargalos. Entre as soluções discutidas estão a requalificação de corredores logísticos, o avanço da economia circular e uma maior articulação com o poder público para viabilizar investimentos. O objetivo final é transformar essas vocações econômicas em uma realidade de mais empregos e melhor qualidade de vida para quem vive e trabalha na Baixada Fluminense.

Comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nós reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.Seja o primeiro a comentar!