A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) intensificou as investigações sobre a morte de Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, ocorrida após a ingestão de terbufós-sulfóxido, substância popularmente conhecida como chumbinho. Como parte das diligências, os agentes apreenderam os telefones celulares de familiares da criança.
Foram recolhidos os aparelhos do pai, Ademir de Mello, da mãe, Lindiane da Silva, além dos celulares do padrasto e da madrasta do menino. A medida faz parte das ações da Polícia Civil para reunir elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da criança.
Além da apreensão dos equipamentos eletrônicos, os investigadores realizaram uma perícia na residência onde Arthur esteve antes de apresentar os primeiros sintomas. Durante os trabalhos, foram utilizados equipamentos de scanner para análise do ambiente, além da realização de uma reprodução simulada dos fatos. Material genético de todas as pessoas que tiveram contato com o menino também foi coletado para exame.
Arthur morreu na noite do dia 12 de junho, após permanecer internado por mais de uma semana. O corpo foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério da Vila Rosali, em São João de Meriti.
O resultado do exame toxicológico confirmou a presença de terbufós-sulfóxido no material analisado pelo Instituto Médico-Legal (IML). A substância foi identificada no lavado gástrico da vítima, reforçando a principal linha de investigação da Polícia Civil, que trabalha com a hipótese de envenenamento.
Os peritos também identificaram vestígios de lidocaína e midazolam, medicamentos que podem ter sido administrados durante o atendimento médico prestado à criança no hospital.
De acordo com relatos da família, Arthur começou a passar mal após participar de uma comemoração familiar realizada em 31 de maio, quando teria consumido um pedaço de bolo durante uma festa promovida pela avó materna.
O caso foi inicialmente registrado na 64ª DP (São João de Meriti) pelo pai da criança, que já manifestava suspeitas de que o filho pudesse ter ingerido chumbinho, produto frequentemente comercializado de forma ilegal como raticida.
Nos dias que antecederam a morte, familiares informaram que o estado de saúde do menino era considerado grave. Segundo o pai, Arthur apresentava um quadro de inchaço cerebral e respondia de forma limitada aos medicamentos administrados pela equipe médica.
A mãe da criança, Lindiane da Silva, voltou a cobrar esclarecimentos sobre o caso e responsabilização dos envolvidos. “A cura do meu filho é a Justiça”, declarou.
Com a confirmação da presença da substância tóxica no organismo da vítima, a DHBF segue ouvindo testemunhas, analisando materiais apreendidos e realizando novas diligências para identificar como ocorreu a contaminação e se houve participação criminosa na morte do menino. O pai de Arthur já prestou depoimento, e outras pessoas ligadas ao caso também deverão ser ouvidas nos próximos dias.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço das apurações.





Comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo.
Seja o primeiro a comentar!