O espetáculo Arapuca chega a Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em outubro, levando ao público uma montagem que combina teatro, suspense, música e participação dos espectadores. As apresentações acontecem nos dias 9 e 10 de outubro, respectivamente, dentro da programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar.
A montagem acompanha Clara, uma jovem de São Gonçalo criada em uma família superprotetora. Durante a comemoração de seus 17 anos, os familiares descobrem que ela manteve um relacionamento com Cassi, um homem branco conhecido por seduzir e abandonar jovens negras.
A partir da festa, a narrativa assume contornos de suspense e denúncia, explorando a fronteira entre realidade e ficção. A história é inspirada em Clara dos Anjos, de Lima Barreto, e Guarde Segredo, de Esmeralda Ribeiro, aproximando obras de diferentes períodos de questões relacionadas às relações de gênero, raça e classe.
Público participa da encenação
Em Arapuca, os espectadores são colocados dentro da celebração da protagonista e acompanham a história como convidados da festa. A proposta utiliza elementos de jogos de mistério, como o conhecido Detetive, para construir uma narrativa em que as informações são apresentadas gradualmente.
A experiência também envolve elementos sensoriais. Durante a encenação, o público é convidado a comer, beber e participar do ambiente criado para a festa, enquanto a atmosfera inicialmente festiva dá lugar à tensão provocada pelos acontecimentos da história.
O conceito também aparece na trilha sonora e na cenografia. Samba, chorinho e sons associados às ruas e ao cotidiano suburbano compõem a paisagem sonora, enquanto a estética da montagem utiliza referências da visualidade suburbana e da obra de Heitor dos Prazeres.
Para o ator Felipe Moraes, os sons presentes na montagem procuram criar uma aproximação com experiências familiares ao público, utilizando objetos da cozinha, instrumentos musicais e referências às festas de família e encontros de quintal.
A atriz Lore destaca que o processo de criação também envolveu uma dimensão de escuta e reflexão entre os integrantes da produção, a partir dos temas abordados pela peça.
Memória e questões contemporâneas
Ao estabelecer um diálogo com a obra de Lima Barreto, Arapuca recupera elementos de uma narrativa literária produzida no início do século XX e os coloca em contato com questões contemporâneas.
A montagem propõe uma leitura sobre a permanência de violências relacionadas a gênero, raça e classe, utilizando o teatro como espaço para aproximar memória literária, experiências pessoais e participação do público.
Depois de apresentações em São João de Meriti, Ramos e Valença, o espetáculo passa agora por Nova Iguaçu e Duque de Caxias. Ao final da temporada, a montagem também será apresentada em São Gonçalo.
Apresentação em Nova Iguaçu
No Teatro Sesc Nova Iguaçu, na Rua Dom Adriano Hipólito, 10, em Moquetá, a apresentação será realizada em 9 de outubro, às 19h. A classificação indicativa é de 14 anos.
Os ingressos estarão disponíveis na bilheteria uma hora antes da apresentação. Os valores informados são de R$ 10,50 para Credencial Plena e R$ 13,50 para Credencial Convênio. O ingresso pelo PCG é gratuito.
Apresentação em Duque de Caxias
Em Duque de Caxias, a montagem será apresentada no Teatro Sesc Caxias, na Rua General Argolo, 47, no Centro, em 10 de outubro, às 15h.
A entrada será gratuita. Os ingressos serão disponibilizados no local a partir das 13h, no dia da apresentação. A classificação indicativa também é de 14 anos.
O espetáculo é realizado por meio do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, iniciativa voltada ao fomento e à valorização da produção artística e cultural.
Ficha técnica
Com direção e dramaturgia de Reinaldo Dutra; direção musical e trilha sonora de Raquel Terra; elenco formado por Douglas Xavier, Felipe Moraes, Jéssica Barreto, Lore e Ury Ataliba; cenário de Cachalote Mattos; figurino de Carla Costa; iluminação de Alexandre Corecha; direção de produção de Jéssica Barreto e Ury Ataliba; direção de comunicação de Lore; coordenação técnica de Ygor Ataliba; gestão de finanças de Felipe Moraes; produção executiva de Alex Martins e Viviane Santos; assessoria de imprensa da MMayrink Comunicação; design e programação visual de Caju Ribeiro; social media e fotografia de Camilla Monteiro/CAMARUJO; coordenação de acessibilidade de Fran Dutra; acolhimento e audiodescrição de Fran Dutra e Nilda Andrade; e interpretação em Libras de Cristiano Souza.





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