Quarenta e cinco estudantes da rede pública de Nova Iguaçu participaram, na terça-feira (11), de uma visita educativa à Reserva Biológica do Tinguá. A atividade levou alunos do 3º e do 5º anos para uma experiência de aprendizado fora da sala de aula, relacionando conteúdos escolares à história, à cultura e ao patrimônio natural do território onde vivem.
A ação integrou o Plano Anual Instituto Ayrton Senna 2026, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, em parceria com a rede municipal de ensino. Participaram estudantes das turmas do programa Acelera, da Escola Municipal Engenho Pequeno e da Escola Municipal Herbert Moses.
Durante o chamado estudo do meio, os alunos percorreram áreas autorizadas da unidade de conservação acompanhados por professores e pela equipe responsável pela visita. No trajeto, conheceram aspectos da biodiversidade da Mata Atlântica, observaram estruturas históricas relacionadas ao abastecimento de água e tiveram contato com elementos que ajudam a contar a história da região.
A proposta também abordou o patrimônio de Tinguá de maneira integrada, relacionando a preservação ambiental às memórias e aos modos de vida das comunidades do entorno. A região reúne, além de importantes áreas de floresta e mananciais, ruínas de antigas fazendas, estruturas hidráulicas e outros vestígios históricos.
Aprendizagem fora da escola
A Reserva Biológica do Tinguá foi criada em 1989 e integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela Unesco. Por ser uma unidade de conservação de proteção integral, as visitas educativas dependem de autorização e são realizadas com acompanhamento, priorizando ações de educação ambiental e conscientização sobre a preservação.
Ao longo da atividade, os estudantes também trabalharam habilidades relacionadas à curiosidade, escuta, empatia, respeito à diversidade e responsabilidade pela conservação do patrimônio natural e cultural.
A experiência ainda resultou na produção de um curta-metragem, que registrou a visita monitorada e parte do processo de aprendizagem dos alunos.
Para a professora Alexandra Aline Costa Rodrigues de Lima, da rede pública municipal, a atividade permitiu que os estudantes conhecessem diretamente um espaço que muitos deles ainda não haviam visitado e relacionassem a experiência aos conteúdos estudados em sala.
Segundo Marcos Drummond, gerente de Canais do Instituto Ayrton Senna, a visita contribui para que os alunos compreendam as relações entre natureza, história e cultura e reconheçam o papel da comunidade na preservação do patrimônio.
A atividade integra a proposta de educação integral desenvolvida pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com redes públicas de ensino, utilizando experiências práticas para ampliar o repertório dos estudantes e tornar o aprendizado mais conectado à realidade local.





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