Falso médico é preso após usar identidade de outro profissional para atender criança com tumor cerebral

Homem realizava atendimento domiciliar desde 2025, prescrevia medicamentos e solicitava exames usando registro de médico verdadeiro


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Policiais civis da 63ª DP (Japeri) prenderam nesta quinta-feira (6) um homem acusado de atuar ilegalmente como médico e utilizar a identidade de outro profissional para realizar atendimentos domiciliares a uma criança de 10 anos com tumor cerebral. O suspeito foi localizado em Jardim Pitoresco, em Nova Iguaçu, após uma investigação iniciada a partir da denúncia da mãe da criança.

Segundo a Polícia Civil, o homem se apresentava como o médico responsável pelo atendimento domiciliar da criança desde outubro de 2025. Durante esse período, ele teria prescrito medicamentos, solicitado exames e emitido encaminhamentos relacionados ao tratamento da vítima, utilizando o nome e o número de registro profissional de um médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM).

A fraude foi descoberta depois que a mãe identificou inconsistências em algumas prescrições. Ao verificar os dados do profissional no cadastro do CRM, ela percebeu que a fotografia registrada não correspondia ao homem que frequentava sua residência para realizar os atendimentos. Diante das suspeitas, a mulher procurou a delegacia e comunicou o caso aos investigadores.

Os agentes iniciaram as diligências e localizaram o suspeito no endereço indicado. Durante a abordagem, segundo a investigação, ele foi encontrado realizando procedimentos médicos e novamente se identificando como o profissional registrado no CRM. No local, os policiais encontraram elementos que indicariam a utilização indevida da identidade e encerraram a atuação do falso médico.

Durante a ação, foram apreendidos carimbos e receituários com o nome do profissional cuja identidade teria sido utilizada, além de documentos que já estavam carimbados em nome do médico verdadeiro.

O suspeito foi preso em flagrante e autuado por exercício ilegal da medicina com fins lucrativos, uso de documento particular falso, falsa identidade, tentativa de estelionato e perigo para a vida ou saúde de outrem. A investigação considera especialmente grave o fato de os atendimentos terem sido realizados em uma criança submetida a tratamento por uma doença grave.

De acordo com a Polícia Civil, o homem já possuía anotações criminais anteriores por falsidade ideológica, furto de medicamentos em farmácia, furto e peculato. A corporação continua investigando o caso para verificar se outras pessoas foram vítimas do mesmo esquema e identificar possíveis envolvidos.

A polícia também deverá analisar os documentos e materiais apreendidos durante a prisão para esclarecer a extensão da atuação do suspeito e verificar quais procedimentos e prescrições foram realizados durante o período em que ele se passou pelo profissional de saúde.

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