O Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) registrou 409 internações de crianças por doenças respiratórias em 2026. Do total, 338 ocorreram entre abril e julho, período que concentrou 82,6% das hospitalizações relacionadas ao problema. Nas primeiras semanas de agosto, a procura continua elevada, com média de dez crianças internadas diariamente por quadros respiratórios.
Os pacientes mais afetados são bebês e crianças de até 3 anos. Bronquiolite, pneumonia, crises de asma e influenza estão entre os principais diagnósticos registrados no período. Para as famílias da Baixada Fluminense, o cenário reforça a importância de reconhecer rapidamente sinais de agravamento, especialmente em crianças pequenas, que apresentam maior risco de evolução para quadros graves.
Na pediatria do HGNI, as internações passaram de 36 em março para 55 em abril. Em maio, foram 102 casos, enquanto junho registrou o pico, com 110 hospitalizações. Em julho, o número caiu para 71.
A elevação durante os meses mais frios está relacionada a fatores como temperaturas mais baixas, tempo seco e maior permanência das pessoas em locais fechados. Essas condições facilitam a circulação de vírus e bactérias responsáveis por infecções respiratórias.
Apesar do aumento das hospitalizações, o HGNI não registrou mortes relacionadas a doenças respiratórias entre os pacientes pediátricos no período analisado.
Atenção aos sinais de agravamento
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, crianças pequenas são particularmente vulneráveis porque ainda possuem o sistema imunológico em desenvolvimento e vias aéreas mais estreitas. Dessa forma, uma infecção inicialmente semelhante a um resfriado pode evoluir rapidamente.
A coordenadora da Emergência Pediátrica do HGNI, Thaiane Lopez, chama atenção principalmente para alterações na respiração. Em casos de bronquiolite, por exemplo, tosse, coriza e febre baixa podem aparecer inicialmente.
O alerta aumenta quando a criança apresenta respiração acelerada, movimentação mais intensa das asas do nariz, esforço para respirar ou alteração no movimento da barriga. A redução ou recusa da alimentação, especialmente em bebês, também deve ser observada pelos responsáveis.
O aumento sazonal não ficou restrito às crianças. Entre os adultos e demais pacientes atendidos pelo hospital, foram registrados 212 atendimentos relacionados a doenças respiratórias em março. O número chegou a 434 em abril, ficou em 382 em maio, alcançou 437 em junho e terminou julho com 431 atendimentos.
Vacinação é reforçada
A Secretaria Municipal de Saúde também destaca a vacinação contra a influenza como uma das principais estratégias para reduzir casos graves e complicações da gripe. Em Nova Iguaçu, a cobertura entre o público prioritário está em 26,02%, índice considerado abaixo do esperado.
A vacina é oferecida gratuitamente de segunda a sexta-feira nas 62 unidades municipais de saúde. Aos sábados e domingos, a imunização também está disponível na Policlínica do Shopping Nova Iguaçu e no Centro de Saúde Vasco Barcelos.
Os moradores podem consultar os locais e horários atualizados de vacinação no portal da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu.





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