Japeri reúne rede de proteção para discutir 20 anos da Lei Maria da Penha

Encontro no Centro debateu prevenção, acesso à Justiça, atendimento às vítimas e integração dos serviços durante o Agosto Lilás


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Japeri reuniu, nesta terça-feira (11), representantes da rede de proteção, autoridades e integrantes da sociedade civil para discutir os 20 anos da Lei Maria da Penha e os desafios no enfrentamento à violência contra a mulher. O encontro foi realizado na Escola Municipal João XXIII, no Centro, e integrou a programação do Agosto Lilás.

A atividade começou com um momento de silêncio em homenagem às mulheres vítimas de violência. Durante a programação, foram apresentados dados que dimensionam o problema no estado. Segundo informações do Instituto de Segurança Pública (ISP), 159.041 meninas e mulheres foram vítimas de violência no Rio de Janeiro em 2025. No mesmo ano, foram registrados 104 feminicídios e 307 tentativas de feminicídio.

A subsecretária municipal da Mulher, Alessandra Oliveira, defendeu a manutenção das políticas de prevenção e o fortalecimento dos serviços de acolhimento. Para ela, as mulheres precisam encontrar informação, respeito e segurança quando procuram ajuda.

Representantes da Defensoria Pública, do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Pessoa com Deficiência, Mulheres e Cidadania também destacaram a importância da informação, do controle social e da integração entre os órgãos responsáveis pelo atendimento.

Delegada apresenta DEAM Digital

A programação contou com a participação da delegada Renata Amaral Barreto, titular da DEAM Digital, que apresentou a ferramenta e conduziu uma discussão sobre os avanços e desafios relacionados à Lei Maria da Penha.

Segundo a delegada, a proteção das mulheres depende não apenas da legislação, mas também de uma rede preparada para acolher, orientar e encaminhar cada situação. A DEAM Digital foi apresentada como uma alternativa para ampliar o acesso aos serviços especializados da Polícia Civil.

Durante o encontro, a delegada explicou o funcionamento da ferramenta e respondeu a questionamentos dos participantes sobre os canais de atendimento e os caminhos disponíveis para mulheres em situação de violência.

Rede municipal reúne diferentes serviços

Japeri apresentou ainda iniciativas que fazem parte da rede local de proteção, como o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), a Sala Lilás, o Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB) Alvanira de Souza e a Subsecretaria da Mulher.

Outro serviço destacado foi o SER H, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher e o Fórum de Japeri. A iniciativa reúne homens autores de violência em grupos reflexivos que trabalham temas como responsabilização, relações de poder, masculinidades e respeito.

Nas escolas estaduais, o projeto SEM KAÔ – Papo Sério sobre Respeito leva informações sobre direitos, prevenção da violência e identificação de situações que devem ser encaminhadas à rede de proteção. A ação é realizada em parceria com a Defensoria Pública.

O debate também contou com Ana Costa, coordenadora do Núcleo LGBTI Baixada II, que contribuiu para a discussão sobre as diferentes vulnerabilidades presentes no enfrentamento à violência.

Ao final, foram reforçadas orientações sobre os canais de atendimento disponíveis às mulheres, incluindo o Ligue 180 para orientação, acolhimento e denúncias, além do 190 para situações de emergência.

A programação do Agosto Lilás em Japeri busca ampliar o conhecimento da população sobre os serviços existentes e fortalecer a articulação entre os órgãos responsáveis pela prevenção, acolhimento e proteção das mulheres.

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