Mageense é afastado da Série C do Carioca e Tigres do Brasil aparece em investigação sobre suspeita de manipulação de resultados

Justiça Desportiva determinou a suspensão cautelar do Mageense e do Ceres após relatórios de integridade; Tigres do Brasil é citado em partida investigada, mas não foi alvo de punição


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O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ) intensificou as ações para preservar a integridade do Campeonato Estadual Série C de Profissionais de 2026 e determinou o afastamento cautelar de clubes envolvidos em investigações sobre possíveis casos de manipulação de resultados.

Nesta segunda-feira (15), o presidente do TJD-RJ, Dilson Neves Chagas, determinou o afastamento imediato do Mageense FC da competição após a instauração de um Inquérito Disciplinar Desportivo relacionado à partida entre Barra Mansa FC e Mageense FC, válida pela sexta rodada da Taça Waldir Amaral.

Segundo a decisão, relatórios elaborados por empresas especializadas em monitoramento de apostas esportivas e integridade, entre elas a Sportradar, identificaram movimentações consideradas incompatíveis com a dinâmica normal do mercado esportivo. Os documentos apontariam indícios de que o resultado ou o desenvolvimento da partida possa ter sido influenciado de forma irregular.

O magistrado destacou que o afastamento não representa uma condenação antecipada, mas uma medida preventiva prevista nos regulamentos da competição para proteger a credibilidade do campeonato enquanto as investigações são concluídas.

Além do Mageense, o Ceres FC também foi afastado cautelarmente em processo semelhante. O clube é investigado por suspeitas envolvendo a partida contra o EC Tigres do Brasil, também disputada pela sexta rodada da Taça Waldir Amaral.

De acordo com a decisão referente ao Ceres, os relatórios de integridade apontaram “evidências claras e contundentes” de possível manipulação, incluindo padrões anormais de apostas e indícios de conhecimento prévio de que o Ceres perderia o primeiro tempo da partida.

Apesar de o confronto investigado envolver diretamente o Tigres do Brasil, o clube não foi afastado nem sofreu qualquer medida cautelar por parte do TJD-RJ.

A própria decisão judicial deixa claro que os relatórios apresentados à Justiça Desportiva apontaram suspeitas relacionadas ao Ceres FC, sendo este o clube identificado nos documentos de integridade como possível integrante do esquema sob investigação. Por esse motivo, a Procuradoria da Justiça Desportiva solicitou apenas o afastamento cautelar do Ceres, pedido que foi integralmente acolhido pelo tribunal.

Até o momento, não há na decisão qualquer indicação de que o Tigres do Brasil tenha sido citado como participante do suposto esquema investigado. Por essa razão, a equipe segue normalmente na disputa da Série C Estadual.

Outro clube já afastado anteriormente pela Justiça Desportiva foi o Itaboraí Profute FC, que também responde a procedimento relacionado a suspeitas de manipulação de resultados.

Em sua decisão, o presidente do TJD-RJ ressaltou que a autenticidade dos resultados é um dos pilares fundamentais do futebol e que a Justiça Desportiva tem o dever de agir com rigor sempre que surgirem indícios consistentes de fraude.

“A manipulação de resultados representa uma das mais graves agressões possíveis à ordem desportiva, atingindo o núcleo essencial da atividade esportiva”, destacou o magistrado.

Diante da gravidade dos fatos, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) convocou reuniões com os clubes participantes da Série C para discutir os impactos das investigações e as medidas necessárias para garantir a continuidade da competição.

Os processos seguem em tramitação e os clubes investigados terão direito à ampla defesa e ao contraditório. Somente após a conclusão dos inquéritos haverá uma decisão definitiva sobre eventuais responsabilidades e possíveis punições.

Enquanto isso, Mageense FC, Ceres FC e Itaboraí Profute FC permanecem afastados cautelarmente da Série C Estadual de 2026, enquanto o Tigres do Brasil continua autorizado a disputar normalmente a competição por não ter sido alvo de qualquer medida disciplinar até o momento.

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