Um ônibus da Transporte Santo Antônio foi incendiado na noite de terça-feira (29), no bairro Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a Semove, o veículo, que operava a linha 500, entre Caxias e Wona, foi utilizado como barricada antes de ser queimado.
O ataque provocou mais uma ocorrência envolvendo veículos do transporte público no estado do Rio de Janeiro. A Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semove) repudiou a ação e destacou os impactos dos incêndios criminosos sobre a operação do sistema e os passageiros.
De acordo com a entidade, os ônibus destruídos nos ataques não possuem cobertura de seguro para esse tipo de ocorrência. O custo estimado para a reposição dos veículos incendiados desde 2014 já ultrapassa R$ 374 milhões, considerando 441 casos registrados no período.
A Semove afirma ainda que cada ônibus destruído deixa de transportar aproximadamente 70 mil passageiros durante os seis meses estimados para aquisição e regularização de um novo veículo. Para a entidade, os ataques atingem diretamente os usuários que dependem do transporte coletivo para deslocamentos diários.
Colaboração com as autoridades
A Semove informou que mantém colaboração com as autoridades de segurança em ações de prevenção e repressão aos ataques contra o transporte público.
A federação também pede que moradores que tenham informações capazes de ajudar na identificação dos responsáveis encaminhem os dados às forças de segurança por meio do Disque Denúncia.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 2253-1177, inclusive pelo WhatsApp. A entidade reforça que o objetivo é contribuir para a identificação dos envolvidos e para as providências das autoridades responsáveis.





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