A Polícia Civil investiga o desaparecimento de Mariana Queiroz de Carvalho, de 10 anos, que não é vista desde a última quinta-feira (1º), no bairro do Ipiranga, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A menina saiu de casa, no bairro do Ipiranga, com destino ao Colégio Chaer Kazen Kalaoun, mas não chegou à instituição de ensino.
De acordo com o registro de ocorrência, Mariana deixou a residência por volta do meio-dia. O trajeto entre a casa e a escola tem menos de 1 quilômetro. Segundo o relato da mãe aos investigadores, a criança não tinha o hábito de fazer esse caminho sozinha. A ausência foi percebida por volta das 16h, quando seu irmão mais velho foi até a escola e foi informado de que a estudante não havia comparecido às aulas.
Parentes e pessoas próximas iniciaram buscas imediatas nas proximidades da residência e da escola. Familiares também procuraram a menina em hospitais e unidades do Instituto Médico Legal (IML) da região, mas não conseguiram localizá-la. Para ampliar o alcance das informações, a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) divulgou um cartaz de busca imediata com fotografias e dados da criança.
Para auxiliar na identificação, a família informou que, no momento do desaparecimento, Mariana vestia o uniforme da rede municipal de ensino, carregava uma mochila de cor lilás e estava com uma trança comprida no cabelo. A família também destacou à polícia que a menina não faz nenhum tipo de tratamento de saúde contínuo.
A situação ganhou novos contornos com a divulgação, nas redes sociais, de um suposto video de um incêndio a casa da família e depois um áudio atribuído à mãe da menina. Na gravação, a mulher afirma ter colocado fogo em alguns objetos pessoais da filha dentro de casa, motivada por uma “tristeza profunda”. Segundo o relato, ela teria usado um galão de gasolina comprado para abastecer o carro nas buscas. A autora do áudio afirma ter avisado os vizinhos sobre a ausência de riscos com gás e diz que sua família pediu para que ela se afastasse e deixasse a justiça trabalhar.
O caso está registrado na 56ª Delegacia de Polícia (Comendador Soares) sob o número 056-07418/2026 e foi encaminhado ao Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que dá continuidade às investigações. Agentes realizam diligências para localizá-la.
Em estado de desespero, os pais de Mariana fazem um apelo público por informações. Quem tiver qualquer dado que possa ajudar a localizar a criança deve entrar em contato imediatamente com a polícia ou pelos números divulgados no material oficial da FIA: (21) 2286-8337, (21) 99400-7704 e (21) 98596-5296. O Disque Denúncia (21) 2253-1177 também está disponível para receber informações de forma anônima e gratuita.





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