Projeto reúne moradores e pesquisadores para debater preservação do Parque Natural de Nova Iguaçu

Encontro celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente e os 28 anos da unidade de conservação

Moradores, pesquisadores, representantes de universidades, conselheiros e gestores ambientais participaram de mais uma edição do projeto “Café, Prosa, Memórias e Conexões”, promovido pela Prefeitura de Nova Iguaçu no Parque Natural Municipal. A iniciativa integrou as comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, e pelos 28 anos da unidade de conservação, considerada uma das mais importantes áreas de preservação da Mata Atlântica na região.

O projeto tem como principal objetivo aproximar a população do parque por meio do diálogo e da troca de experiências, reunindo diferentes segmentos da sociedade para discutir a preservação ambiental, compartilhar memórias e apresentar sugestões para o futuro do espaço. A proposta também busca fortalecer os laços entre a comunidade, pesquisadores e o poder público.

Participaram do encontro representantes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), membros do Conselho do Parque e moradores que acompanharam diferentes fases da história da unidade de conservação ao longo das últimas décadas.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Pedro Henrique de Oliveira Barreto, a iniciativa funciona como um importante canal de participação popular e contribui para a construção de ações voltadas à preservação do patrimônio ambiental do município.

“Nosso objetivo é ouvir a comunidade, entender suas necessidades e identificar melhorias que possam ser implementadas no parque. É um momento de conexão entre o poder público e a população, que ajuda a fortalecer a preservação ambiental e a valorização deste patrimônio natural de Nova Iguaçu”, destacou.

Criado em 1998, o Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu consolidou-se como referência em conservação ambiental, educação ecológica, pesquisa científica e turismo sustentável. Além de proteger importantes remanescentes da Mata Atlântica, a unidade oferece opções de lazer e contato direto com a natureza para visitantes de toda a região.

A diretora técnica do parque, Marcela Diniz, ressaltou a importância de valorizar as histórias e experiências de quem acompanhou a evolução da área antes e depois de sua criação.

“Temos aqui moradores antigos que viveram nesta região antes mesmo da criação do parque. É uma oportunidade de ouvir essas memórias e compreender como diferentes gerações enxergam e utilizam este espaço tão importante para a cidade”, afirmou.

Entre os participantes do encontro estava Nelson Sigulo, de 82 anos, morador da região desde a infância. Ele relatou seu envolvimento com a preservação ambiental e a conscientização dos visitantes sobre a importância da conservação dos recursos naturais.

“Gosto de acompanhar os pássaros, andar pela estrada e fiscalizar para que ninguém capture animais, especialmente os passarinhos. Sempre oriento as pessoas a não colocar fogo na mata, não soltar balões, não cortar árvores e a preservar a natureza”, contou.

Outro participante, Leandro Silva Duarte, de 22 anos, destacou a colaboração dos moradores na orientação dos frequentadores do parque e na promoção de boas práticas ambientais.

“A gente ajuda a informar quais áreas podem ser visitadas, orienta sobre os cuidados necessários e explica o que pode ou não ser feito dentro do parque. Também conversamos sobre questões que podem melhorar a experiência de quem frequenta o local”, disse.

O Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 16h, oferecendo trilhas, cachoeiras, atividades de educação ambiental e diversas opções de lazer em meio à natureza, reforçando seu papel como importante patrimônio ambiental e turístico da cidade.

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