Roubo de cargas cai 9% no RJ, mas prejuízo ainda supera R$ 300 milhões

Dados da Firjan apontam menor número de ocorrências em 13 anos, mas impacto econômico segue elevado na Baixada Fluminense



A Firjan Caxias e Região apresentou, nesta terça-feira (31), dados atualizados sobre o roubo de cargas no estado do Rio de Janeiro durante reunião do grupo de trabalho voltado ao enfrentamento desse tipo de crime. O levantamento aponta uma redução de 9% nas ocorrências em 2025, na comparação com 2024, alcançando o menor índice dos últimos 13 anos.

Apesar da queda, o impacto financeiro ainda preocupa. Segundo o estudo, o prejuízo direto causado pelo roubo de cargas ultrapassou R$ 314 milhões no último ano, sem contar os custos indiretos, como investimentos em segurança privada e seguros, que também pesam sobre as empresas.

O tema segurança continua sendo determinante para o ambiente de negócios. De acordo com a pesquisa, dois em cada três empresários afirmam que as condições de segurança influenciam diretamente nas decisões de investimento no estado.

Durante o encontro, representantes de órgãos públicos e da iniciativa privada destacaram a importância da atuação integrada no combate ao crime. Entre os fatores apontados para a redução das ocorrências está o funcionamento da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), instalada em Belford Roxo há cerca de sete meses, além de operações estratégicas voltadas para áreas com maior incidência.

Mesmo com os avanços, especialistas reforçam a necessidade de intensificar ações, principalmente no combate à receptação de mercadorias roubadas, considerada peça-chave para desarticular a cadeia criminosa.

Ao todo, foram registradas 3.114 ocorrências em 2025, com forte concentração na Região Metropolitana, responsável por 99% dos casos. A Baixada Fluminense segue como um dos principais focos, com destaque para Duque de Caxias, que concentrou 36% das ocorrências no estado.

Entre as áreas com maior registro está a circunscrição de Duque de Caxias (CISP 59), que liderou o ranking estadual. Já a região de Campos Elíseos (CISP 60) apresentou redução de 18% nos casos, indicando mudanças no mapa da criminalidade.

As ocorrências se concentram, principalmente, em regiões cortadas por importantes rodovias, como a Washington Luís (BR-040), a Avenida Brasil (BR-101), a Via Dutra (BR-116) e o Arco Metropolitano (BR-493), áreas estratégicas para o escoamento industrial e logístico do estado.

A avaliação dos participantes é de que, apesar da redução, o cenário ainda exige atenção contínua e fortalecimento das políticas de segurança para garantir maior proteção ao setor produtivo fluminense.

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